Arte, porque a vida por si só não deu conta dela mesma





domingo, 11 de dezembro de 2011

FIM DE SEMANA NO PARQUE

Marquinhos entrou na livraria.
Pegou um exemplar de Manoel de Barros para crianças.
Sentou-se num abacaxi e leu não mais que duas linhas.
Fechou o livro e deu pouco mais de dois passos até a mãe.
Ela estava sentada num morango.
O guri sentou no morango também e ficou ali olhando a mãe mergulhada no mundo de Clarice.
Ela o sentiu e o olhou. Ele nada disse. Mas tinha a respiração hesitante. Ele colocou a mão perto da orelha diretia da mãe e sussurou:
- Os livros são o parque de diversão da imaginação.
- Mas porque me disse isso no ouvido?
- Eu descobri isso e estou te dando meu segredo de presente.


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