Arte, porque a vida por si só não deu conta dela mesma
sábado, 14 de janeiro de 2012
domingo, 8 de janeiro de 2012
UNIVERSÊS
É que o universo anda cochichando coisas no meu ouvido. Na verdade ele tem falado bem alto. Gritando. Gritando? É. Gritando sim... E eu resolvi escutar.
Voltando pra casa, o carro me guiando, dia me amanhecendo, a praia passando por mim e por mim também... uma revoada! Nada existe de mais epifânico que uma revoada desenhando a aurora bem na hora em que você decidiu abrir os braços para respirar o universo. E sim, ele me abraçou. O universo. O univerSou me abraçou me amparou me afagou me acolheu. A revoada passou e foi, mas eu que estava só ali passando, fiquei. Um ainda se instalou recostado dentro do meu peito e ficou. Sussurrou doce ali.
Eu quis saber melhor que papo era aquele que o universo estava querendo trocar comigo. Eu estava caindo de sono e com aquele brado ele me despertou: agora, caramba, tinha de me explicar o que afinal estava querendo me dizer!
Há alguns dias dias ele tem falado alado comigo. Tem me procurado em eco incessantemente incessantemente incessantemente incessantemente. Parei o carro e fiquei ali, epifanando... contemplei, contemplei, contemplei, ouvi. Ouvi muito. Entendi pouco. É que não domino o universês - dessa língua ainda tenho muito o que aprender. É demasiado o azul do uni(verso) pra mim. Mas eu ouvi. Deu pra ouver muita coisa. Mirei. Mirei. Mirei... Mirei bem e roubei um pouco daquela parte de mundo pra mim. Vou te dar um pedaço de azul também.
Voltando pra casa, o carro me guiando, dia me amanhecendo, a praia passando por mim e por mim também... uma revoada! Nada existe de mais epifânico que uma revoada desenhando a aurora bem na hora em que você decidiu abrir os braços para respirar o universo. E sim, ele me abraçou. O universo. O univerSou me abraçou me amparou me afagou me acolheu. A revoada passou e foi, mas eu que estava só ali passando, fiquei. Um ainda se instalou recostado dentro do meu peito e ficou. Sussurrou doce ali.
Eu quis saber melhor que papo era aquele que o universo estava querendo trocar comigo. Eu estava caindo de sono e com aquele brado ele me despertou: agora, caramba, tinha de me explicar o que afinal estava querendo me dizer!
Há alguns dias dias ele tem falado alado comigo. Tem me procurado em eco incessantemente incessantemente incessantemente incessantemente. Parei o carro e fiquei ali, epifanando... contemplei, contemplei, contemplei, ouvi. Ouvi muito. Entendi pouco. É que não domino o universês - dessa língua ainda tenho muito o que aprender. É demasiado o azul do uni(verso) pra mim. Mas eu ouvi. Deu pra ouver muita coisa. Mirei. Mirei. Mirei... Mirei bem e roubei um pouco daquela parte de mundo pra mim. Vou te dar um pedaço de azul também.
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
AINDA DEZEMBRO: UM BRINDE
Dezembro é pneu furado
É um chocolate vencido
É boteco fechado
(e você sentado ainda vai beber mais cinco chopes)
Dezembro é uma foda mal dada
É o poeta que não liga
É conta de luz cortada
(e o pavio da sua única vela está que nem o seu: curto)
Dezembro é maço de cigarro perdido
Tubo da pasta entupido
É encanamento vazado
(o ano escorrendo dentro de você pelo ralo)
Dezembro é vazio infiltrado
é coito interrompido
corpo suado
(suor escorrido logo depois do banho gelado).
Dezembro é uma mula empacada bem no meio da estrada. E a mula ali, sossegada.
Dezembro é um mês enguiçado,
É tempo largado assim meio de lado.
Dezembro é chave perdida na madrugada, a porta trancada e você lá parado (sem contar a vontade louca de fazer xixi, afinal, foram mais cinco chopes no boteco ao lado)
Dezembro é sinal vermelho atravessando seu caminho bem no meio da sua pressa.
Dezembro é natal é um risco é um disco do Roberto Carlos.
Dezembro é um cisco que tem que aturar.
Dezembro não é dor, é incômodo.
Dezembro é uma homenagem à minha melancolia, é um brinde a (des)esperança, um afago as coisas veladas e regalo aos olhos disfarçados de cegos.
É reveillon é alegria forçada é garantia de que tudo vai mudar e
NADA
Dezembro é isso. É nada.
E janeiro a mesma coisa.
Haja chope.
E tem muito dezembro ainda pra essa poesia inventar.
- Ah! Calma! Peraí! Daqui a pouco vai dar meia noite e antes que tudo mude eu gostaria de fazer um brinde a algo muito especial que nos mantém a todos nós aqui de pé, reunidos, amorosos, generosos, amigos, esperançosos, sorridentes, resplandecentes, sorridentes: meu brinde à... ao... à...
tim tim
DEZEMBRO
Tá parecendo, tem uns dias já...
enfiaram minha alma numa caixa,
feito embrulho pra presente,
jogaram no mar,
uma cambalhota, outra e outra mais
outra sacudidela nela
balança pra cá e pra lá e de repente, finalmente, a tampa dela, da caixa, caiu.
minha alma afogada saiu rolando amassada pra fora da caixa.
Abriu os olhos e viu:
Estava no meio do deserto.
Só areia e céu.
Só amarelo e azul.
enfiaram minha alma numa caixa,
feito embrulho pra presente,
jogaram no mar,
uma cambalhota, outra e outra mais
outra sacudidela nela
balança pra cá e pra lá e de repente, finalmente, a tampa dela, da caixa, caiu.
minha alma afogada saiu rolando amassada pra fora da caixa.
Abriu os olhos e viu:
Estava no meio do deserto.
Só areia e céu.
Só amarelo e azul.
O tempo laaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaarrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrgo
Nenhum lago.
ou eu me afogaria.
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
2012 - Da carta ao pai - ou tudo aquilo que eu queria te dizer em São Paulo
"Da carta ao pai - ou tudo aquilo que eu queria te dizer"
em breve no Espaço Viga em São Paulo
HERMAN (PAI) – Quem? Aqueles seus amigos? Ah, meu filho, você ainda tem tanto pra aprender... Amigo tem medo de falar a verdade. Você já deu uma lida no jornal hoje? Você por acaso sabe o que ta acontecendo no mundo? Ou você só sabe essas bobajadas que você escreve?
FRANZ (FILHO) – Você sabia que o Van Gogh morreu sem nenhum reconhecimento? Só um irmão valorizava ele.
HERMAN (PAI) – Van Gogh morreu pobre.
FRANZ (FILHO) – Talvez se o pai tivesse dado apoio a ele....
HERMAN (PAI)– Que referência, hein! Um homem que não foi capaz de constituir uma família, cortou a própria orelha e se matou.
FRANZ (FILHO) – Eu vou me casar.
HERMAN (PAI) – Um dia, se Deus quiser, você vai ter um emprego decente o suficiente pra se sustentar.
FRANZ (FILHO) - Vou me casar em dois meses.
HERMAN (PAI) – Então você ainda não largou aquela atriz exibida?
FRANZ (FILHO) – A Malu é uma ótima pessoa, você deveria conhecer.
HERMAN (PAI)– Você deveria ter conhecido a filha do Barbosa hoje, isso sim, uma moça culta, educada...
FRANZ (FILHO)) – Eu e a Malu terminamos há mais de seis meses.
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
CLOCK CLOCK CLOCK CLOCK CLOCK CLOCK
clock clock clock clock clock clock clock clock clock
a mulher está dormindo
clock clock clock clock clock clock clock clock clock
a mulher está dormindo
clock clock clock clock clock clock clock clock clock
a mulher está dormindo
clock clock clock clock clock clock clock clock clock
ela não vai acordar
clock clock clock clock clock clock clock clock clock...
a mulher está dormindo
clock clock clock clock clock clock clock clock clock
a mulher está dormindo
clock clock clock clock clock clock clock clock clock
a mulher está dormindo
clock clock clock clock clock clock clock clock clock
ela não vai acordar
clock clock clock clock clock clock clock clock clock...
Assinar:
Postagens (Atom)

