Arte, porque a vida por si só não deu conta dela mesma





quarta-feira, 26 de setembro de 2012

0,5

tinha uma vírgula no meio do caminho, no meio do caminho tinha uma, virgula no meio do caminho tinha, uma vírgula no meio, do caminho tinha uma, no meio do cam,

domingo, 16 de setembro de 2012

PIPOCA & GUARANÁ!




Eu quero:

 mascar minichicletes do bocão com você 

assistindo ninja jiraya 

depois de dançar lambada 

sob uma lua de cristal.



TEM QUE TER ATIVIDADE

O tempo é o melhor remédio, só que - neste caso - eu gosto mesmo é de subdosagem.

Segundo Domingo de Agosto

Esse é um daqueles momentos em que eu subornaria o tempo pra me dar um desconto de 20 anos e ganhar de novo um cafuné seu. E se vc me contasse a historia da cinderela e dissesse que é sua, eu acreditaria mais uma vez. E fingiria também que eu gosto mais dela do que da Bela que nao acorda mais.

Pessoas

Pessoas falam o que querem, ouvem o que querem e assim mantém em conversas monológicas masturbatórias de egos pseudointactos

MOM & SON

Mais uma da série DIÁLOGOS DE FILHO DA MÃE

SON  - "Mamãe, fiquei tão feliz de ver meu paizinho de novo!" 


MOM- "É, filho? Matou a saudade?"


SON - "Não, mamãe, a saudade nunca morre!"


MOM - "Ah... A saudade nunca morre?"


SON - "AH! Não sei, quem sabe disso é Deus, ou sei lá se ele falou pra..."


MOM - "Não, filho, eu achei bonito isso que você disse! Que a saudade não morre."


SON - "É. Mamãe, eu acho que a saudade só morre quando a gente morre."

MOM - "Ah, tá... E quando a gente sonha?"

SON  -"ELa não morre... Eu acho que o sonho é a saudade que a gente tem. Eu sempre sonho com o desenho do Naruto, com o capítulo que eu não consegui ver."

+ ou - isso

ser mãe é estudar conjunto e elemento, antecessor e sucessor, se dividir entre problemas de adição e subtração descobrindo que é múltipla de si mesma pois você está na interseção de um conjunto que está contido nos seus 27 anos de idade! (V)

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

COISA DE COM(PADRE)

Na riqueza e na pobreza,
na água mineral e na cerveja,
até q a morte os separe. 

Pode abraçar o amigo!

FÁBULAS DE UM FELIZ DE UM FILHO DA MÃE

ANTES DE SAIR

SERGINHO - Mamãe, vamos logo pra Livraria Cultura?!
LELÊ - Já vou, só estou terminando de comer
SERGINHO - Vovó Claudia e vovô Paulo também foram pro fashion mall. tem um evento lá
LELÊ - Eu sei. É de moda!
SERGINHO - E você também vai aproveitar pra ir lá?
LELÊ - Vou.
SERGINHO - Oba!!! Tô tão feliz! (muito esfusiante)
LELÊ - Nossa, rs, por que essa felicidade toda, filho?
SERGINHO - Ah, porque você não vai só me levar na livraria! Você também vai se divertir! Tô muito feliz! Feliz por você!
LELÊ - Filho, eu também te amo.
E O ABRAÇO FOI INEVITÁVEL

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DEPOIS DE CHEGAR 

SERGINHO - Mamãe, deita comigo pra eu dormir?
LELÊ - Hoje não, já fiz muitas vontades suas hoje. Hoje você deita sozinho.
SERGINHO - Pois é, é que você me fez tão feliz hoje que só falta você deitar abraçadinha comigo pra ser perfeito
LELÊ - Ai, Caramba!
SERGINHO - Que foi?
LELÊ - Pô, Sergio...

SERGINHO - Quê?
LELÊ - Ah!Seu argumento irresistível me convenceu!"

E FOMOS.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Closed - I can't take my eyes off ( ).

Vazio é quando toca "I can't take my eyes off you" e você não tem em quem pensar.

ninguém mais
Coco sem água
se(quer) alguém na sua mente
coração oco
nem pouco amor somente
Closed - I can't take my eyes off (   )
Longe demais.



sábado, 8 de setembro de 2012

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

POW - SERES OU NÃO SERES? IMBESERES...

Exemplar da série textinhos bestas das horas inúteis.


DOIS SERES ARMADOS

SER 1 - Quem você pensa que é?
SER 2 - Ah, irmão... uma meia dúzia de sinapses "rolando"numa frequência qualquer. Por quê?
SER 1 - Quê?! Mas com quem é que você PENSA que está falando????
SER 2 - Caramba... você num é um... você é um E.T.?
SER 1 - Hà? Mas que audácia é essa?
SER 2 - Ai, meu Deus! Você é um fantasma????
SER 1 - Mas que palhaçada é essa?????
SER 2 - Um mutante? O IT sem figurino e maquiagem? Ai, Jesus! Você é o Chuck adulto? O filho mais velho do Jason??? Que é você?
SER 1 - Engraçadinho você... Vem, seu patife! Vou te levar comigo!
SER 2 - Ah não! Meu Deus! Como não me dei conta disso antes? Você é a Morte! Por favor,  me deixa ficar mais um pouquinho!!!!
SER 2- Carlão, mata esse filho da puta!!!!
SER 1 - Não, não, minha mãe era faxineira.
SER 2 - Atira logo, porra!
SER 1 - Senhor Morte, tudo bem, você vai me levar. Mas deixa eu fazer só uma última pergunta?
SER 2 - Senhor Morte? Esse cara tá falando sério?
SER 1 - Você vai me mandar pro Céu o pro Inferno?
SER 2 - Eu vou te mandar pra puta que o pariu.
SER 1 - Senhor Morte, eu não estou te chamando de surdo nem de desmemoriado, mas como eu já te disse, minha mãe não é puta, ela é faxineira. O senhor manda um recado pra ela pra mim?
SER 2- Carlão, quer saber, deixa esse imbecil aí e vamo embora... (e vai)
SER 1 - Imbecil? Sou, eu sou. Se não me engano minhas sinapses permanecem funcionando numa frequência qualquer.  Ei, Senhor Morte,  só mais uma perguntinha!
SER 2 (de longe)  - Fala, imbecil!
SER 1 - Você tinha neurônios?

POW


E é então que o SER 1 faz esta bioperformance a qual ele intitula "POW"





segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Em busca do Teatro Pedinte

"Oi, meu nome é texto novo de agora, eu sou meio longo, dá uma preguiciiiiinha, mas me lê aí, vai, por favor?"


TEATRO: A ARTE DE PEDIR -  ou COM EVOÉ NÃO SE PERDE A FÉ
Aprendi a ser cara de pau fazendo teatro. E não foi no palco ou na sala de ensaio. Foi pedindo ao porteiro do meu prédio pra pintar o banco do play - "... que é pra usá-lo numa peça..." - pedindo ao outro porteiro pra ensaiar na ante-sala da sauna (já que eu me desentendi com o síndico arrogante, que mora no primeiro andar e me proibiu de ensaiar no salão de festas que fica bem embaixo do quarto dele), pedindo  a mesinha retrô que minha vizinha de porta deixou no hall, pedindo a moldura enorme e a cristaleira digna de antiquário que foi guardada/esquecida na garagem pelo cara do 701. 


Com os colegas de trabalho, a mesmíssima coisa.
No teatro pobre - e não faço aqui nenhuma ligação direta a Grotowski - aprendemos uma série de expressões muito utilizadas pelo operariado jovem do teatro. São eufemismos muito afetuosos ou estimulantes os utilizados quando, na verdade, se quer dizer: tenho um trabalho mas nenhum dinheiro pra você. "É no amor" , "É na raça" - ou, no modus cariocão,  "É na camaradagem" - são os termos que introduzem um convite de trabalho. Eu já apelidei esses convites de "proposta indecente" . É lógico, a proposta vem bem feita num tom bem animado que é pra aliviar bem o impacto do nenhum dinheiro.  E é chamada de indecente pra já ali diminuir a expectativa. Então é por aí que se segue a descrição da tal  incrível idéia/projeto com verba nenhuma.
É assim mesmo o discurso pedinte: disfarçado de convite ou descontraidamente chamado de "propostinha indecente". Diminutivos também são eficazes. Você disca o telefone, escolhe o tom de voz perfeito e lança essa pra sua colega-atriz, seu amigo-produtor, seu conhecido-diretor ou seja lá quem for a sua ficha técnica camarada. Ah! Tem também aquela máxima: "Vai ser bom pra você, vai mostrar seu trabalho, fazer girar o seu nome..." - Sim, o sujeito te chama pra mostrar seu trabalho e girar o seu nome no projeto autoral dele sem te pagar nenhum vintém. Nem passagem. Nem ticket alimentação.
Assustou? Escravidão? Não, meu bem, não... Que é isso?! Nem pense numa coisa dessas! Os escravos não pagavam pra trabalhar e mal ou bem, ali na senzala tinham moradia e alimentação. Pra artista, nem senzala, viu? Mas olha... Sem revolta! É assim mesmo. Mas olha... Sem conformismos. Eu também acho tudo isso o cúmulo! Mas olha...

No amor e na raça, já pedi e fui pedida. Confesso que tenho mais cara pra pedir bancos do play , ante-salas de sauna e molduras enormes da garagem do que gente (Sim, não se espante, poxa, esse nosso povinho de teatro também é gente). 

Mas foi pedindo que minha timidez desceu pelo ralo. E desceu mesmo. Aos quinze anos eu não comprava nem um pão de batata na cantina da escola.  Eu tinha uma amiga - Luiza Rêdes, não me desminta - pra fazer isso pra mim. Era a Luiza quem comprava meu pão de batata com requeijão e meu mate.

Graças ao teatro sem patrocínio não me resta mais um pingo de vergonha nessa cara.
Dioniso abençoe meus porteiros e vizinhos (e tb outros passantes bem aventurados que atravessaram meu caminho com generosidade - ou pena).

É de extrema importância ter atenção às morais de toda essa história que, por mais que pareçam, não são tão balela assim:
Moral da história 1: É pedindo que se aprende.
Moral da história 2: É pedindo que se perde a vergonha na cara (mas a dignidade jamais, a não ser, seu imbecil, que depois de tanto pedir você não entre em cartaz)
Moral da história 3: Teatro se faz pedindo. 
Moral da história 4: Se nada der certo, teremos diploma pós doc pra arrumar um trocado no sinal.

Deu pra sacar? O lance é o seguinte: como um bom operário de arte, você está fadado a ser um pedinte. Mesmo fazendo teatro classe média. É raro teatro rico, ou você atende pelos sobrenomes Müller, Botelho ou Falabella?

Resigne-se. Ajoelharás eternamente aos pés de apoiadores, patrocinadores, aprovadores de icms e rouanets. E entre alegrias e dores, a única esperança para nós gozadores sofredores, é que partindo de café três corações, donnana, paitrocinios e playgrounds, um dia chegamos a Era dos Brás. Mas não se anime: com verbas  Petro ou Eletro, nossa luta nunca jaz.
E preste atenção: se você não chegar lá tão cedo, não desista. Continue pedindo. Lembre dos seus amigos de infância. Algum deve ter virado diretor de marketing de uma empresa fodona (no seu caso, qualquer empresa mequetrefe também serve, só pra começar, vai). Ah...  A empresa não tem o perfil do projeto? Hummm Imaginei. Sa-bi-a. Experiência. Mas é uma empresazinha mequetrefe mesmo, hein! Mas a culpa é sua. Você devia ter feito melhores amizades na infância.
Faça o seguinte: planeje-se. Matricule seu filho num colégio de milionário. Peça bolsa. Peça integral. Você sabe como fazer isso. E peça mesmo. Você precisa ter alguém pra quem pedir dinheiro quando ficar velho.
Ah... Não tem filho? Nem quer ter?
Continue. Ore. Peça pra Apollo, pra Dionioso,  Stanislavski, pra Paulo Autran, pra Sergio Brito, pra Cacilda Becker, pra Nietzsche, pra Jah,!!!!! Peça até pra Deus!!!
Jesus!!!! Alguém há de lhe escutar! Agora, se ninguém de atender...  ou é problema da Tim ou você tá fazendo alguma merda!

Peraí! Pára tudo! Entrou no crowdfunding e conseguiu uns cruzados de réis pra levantar os custos básicos da sua peça? Ih! Descansa não! Tá pensando o quê? É brasileiro? É carioca? Não tem nenhum ator famoso ultra global na sua peça que é uma obra prima? Então não vai precisar pedir mais nada. Agora, meu bem, vai ter que IMPLORAR por público. Merda lá!

Bem... quer um segundo pra respirar? Um só. Estou terminando mas tenho mais a dizer. E por favor, não me deixe falando sozinha.  Por favor, vai? Sei que texto longo dá preguiça, mas... pô, se coloca no meu lugar? Se colocou? Posso prosseguir?

Então... Por tudo isso, seu pedinte, lembre-se sempre dos designios da Bíblia que fazem referência aos seus semelhantes e nunca, veja bem: NUNCA trate mal o menino das bolinhas no sinal. Ele poderá ajudá-lo com perspicazes lições e ainda te ensina uns malabares pra você colocar no prólogo da sua peça contemporãnea. Só, por favor, nunca use "Tia" como vocativo. Nem "Dona", eu lhe rogo. Ah! Também não faça aquela cara de cão abandonado morto de fome e chutado. Não funciona. Dá até raiva.



Agora eu vou partindo porque tenho um edital pra preencher. Pedir por escrito é bem menos constrangedor, bem mais chato e com só 10 anos de teatro e nenhum nome de alto escalão da nata do  do TBC (Teatro Blasé Carioca) ou do TQBC (Teatro Quase Brodway Carioca) na direção - já que a direção sou eu - dificilmente vou ganhar essa budega. Mas há os milagres. E até conheço a amiga de uma amiga de uma abençoada. Serei ungida. De vinho. Por Baco*. Não perco a fé. Continuarei pedindo. Evoé! 

*Baco, por favor, Baco. Tenha misericórdia de minha alma. Prefere que eu te chame de Dioniso? Eu chamo.