Arte, porque a vida por si só não deu conta dela mesma





domingo, 9 de fevereiro de 2014


DREAM

DREAM


DREAM

DREAM to live.


DAMA DA MADRUGADA

gosto mesmo é do gosto da língua 
do sonho que me pega acordada 
sinto voar nas asas do vento
a noite nua entregue à lua audaciosa dá
de coçar borboletas na minha cabeça
e em todo o resto...
vou poetando toda prosa
rosa vermelha roça
enrubeço! 
e ando e ando e ando sem me mexer
poeta ando
poeta ando
poeta ando
poetando sem saber
De súbito vejo!
no ensejo, passo a passo, cheguei a milhares e milhões de segundos de lugares
lunetas, lunares, leminski
comi chocolate numa banheira de ervilhas coloridas
e nem tirei os pés do chão.
Durmo. É quando o tempo me tem na mão.
nunca mais, pra algumas coisas, nunca é tempo demais.

LAGO DO RIO - meu janeiro, 17


Hoje chove um bocado aqui dentro.
Ontem era só rios a cidade
e rios e rios riam do Rio 
rios corriam na tempestade
Relâmpagos hiperbólicos, 
trovoadas incontáveis decibéis. 
Lembra?
 Então...
Hoje chove um bocado aqui dentro.
Um Sakamoto e eu alago.
O lago me bebe largo 
eu não apago...
nem água pode mais que minha brisa e brasa.
O cigarro corre aceso no cinzeiro
Tempo.


RAIN
and
more
a dor me dorme a dor me dorme a dor me dorme a dor me dorme a dor me a dor a 





Alguns nascem com bolso no lugar do coração e outros com reclamatório no lugar da gratidão. Depois ainda choraminga todo mundo à beira do caixão. Oremos, irmãos.