Arte, porque a vida por si só não deu conta dela mesma





sexta-feira, 4 de abril de 2014

TUM!

Falam por aí: 
dúvidas são minhocas na cabeça, 
Eis que descobri: 
de minhocas não tem nada.
Elas são mesmo pra lá de mil lagartas! 
Se arrastam, encaraminholam...
Venenosas... quase cobras...
E depois lindas: oh! são borboletas!
e voam espremidas, desgovernadas
Vem vento, vem ventania vem e voam
Síndrome da gaiola inquieta.
Minha cabeça é um borboletário duvidoso!
A causa de tudo no fundo faz
TUM TUM | TUM TUM | TUM TUM
Coração bandido. Atira contra mim!
Ai! Fura o casulo. Vou me arrastando.
TUM TUM | TUM TUM | TUM TUM
Coração banido!
Nem assim, não durmo.
Escrevo. Pra que não sangre.
,que a vida dança na suspensão do tempo que passa calado. E se deixa estar, repousado em nossas mãos: o sonho começa quando abrimos os olhos, sem rédias. E quanto menos arredios, quanto menos grilos, pios, mais terno corre o rio e irriga a aorta... viva que plantamos calmaria nos brios, planamos sobre abismos e abrimos asas céus de comunhão. Oração do cancioneiro, derrama-o na ciranda o silêncio que pulsa de mão em mão. Que a ciranda canta cura, escuta o silêncio de coração em coração.
Nessa ciranda é o universês, que cola tua palavra na minha e roda e roda e roda e faz a roda girar. #sph
Já ouviu a cantoria da noite no céu hoje? Quando criança pensava: esse sons... será que além de brilhar as estrelas falam?
Hoje, eu sei que elas falam.
Só que o universês não foi feito pra entender, mas pra ouver, sentir e trocar, não precisa de tudo isso que usei até aqui. Tudo isso embrulha só palavra, verbo, letra empilhada. O que é, é outra coisa. E é mais. Bem mais amém.

pés descalços

Meia pa

lavra cabe

 no meu pé de poesia.


Meia pa

 ixão já não.


Meia no

 ite então
 

no meu pé roça a ousadia.

...vejo estrela!

E danço blues com ella...

domingo, 16 de março de 2014

pé ante pé até a lua

Que atrás da lua... a poesia dance na sua alma nua que eu...
muda no seu compasso vá:
p - a - s - s - o - a - p - a - s - s - o.

Devagar...
passo a mão e a pele e a vontade na...
saudade passa a mão no meu... 
já estou cegamente derramada nos seus...
a noite há de abrir um portal de sonhos mágicos pra você.
Estarei lá na poesia, terceira à esquerda da estrela Amorius!!! Quarta estrofe, derramada sobre o beijo do anjo caído às tranças...

Carta de bem querer


A borboleta tirou o vento pra dançar.


Pincelaram cadências de todas as cores no ar e sumiram

sem som sombras 


de bom tom é partir 

deixar nas asas do enfeitiçar os  lençóis do hojecer!

O vôo tirou a borboleta pra pousar.

O vento leva e traz.

A brabuleta versa letra de frente pra trás.

um  desenho do vento poema o amanhã de ontem

venta o lema:

desenha nosso ar com carta de querer bem. 


deixe derramar o balde... coloque flores

COR VINHO-SAUDADE

                           




a porta entreaberta 


fresta passa a saudade lá 

cá o vento bate e pá. 
Eu abro e aporta o vácuo
levo nos braços afeto.
Aporto  amor no cais,
encontro.
casa, móveis, caos, fotos, desfocos.
       Sofá. Só falta.

   Almofada vazia.                                                                                    
Abraço morto.                                                                                    
Aborto a saudade.                                                                                   
Vinho do Porto.                                                                                
Vida em linha  torta.    
                                                                            
sinto - vinho tinto pingo pinto sete pinga vinga finja finda - copo em síncope




domingo, 9 de fevereiro de 2014


DREAM

DREAM


DREAM

DREAM to live.


DAMA DA MADRUGADA

gosto mesmo é do gosto da língua 
do sonho que me pega acordada 
sinto voar nas asas do vento
a noite nua entregue à lua audaciosa dá
de coçar borboletas na minha cabeça
e em todo o resto...
vou poetando toda prosa
rosa vermelha roça
enrubeço! 
e ando e ando e ando sem me mexer
poeta ando
poeta ando
poeta ando
poetando sem saber
De súbito vejo!
no ensejo, passo a passo, cheguei a milhares e milhões de segundos de lugares
lunetas, lunares, leminski
comi chocolate numa banheira de ervilhas coloridas
e nem tirei os pés do chão.
Durmo. É quando o tempo me tem na mão.