Arte, porque a vida por si só não deu conta dela mesma





sexta-feira, 5 de julho de 2013

POEMA PRUM DESPERTADOR


Ai sabiá...
Que que é que há?
que assobio mais lindo,
me pegou na esquina
Já lágrima, já indo...
Assobio mais lindo de amar!
Oh o sorriso, pega ali, oh! tá fugindo!
Partindo esse en(canto) de mim.
Ai!  Seu bico bateu com meu e plim!
Ah, sabiá...
Ai, que quase  minguo, mas você me alecrim!
Ah, sabiá...
Que que é que há?
que cada dia mais?
Mais sol nas minhas esquinas
Cada dia mais rima,
mas muito, mais tanto, mais cantos.
Mais eu canto à toa.
Passarinha voa, borboleta!
Ou é leoa no céu, desenhada à pincel?
Que nem nuvem passageira...
Não fala besteira!
Ô! Que que é que há?
É Scorpio e Aquarius sem fel
Noite imensa de estrela
Até coelho tem na lua inteira!
Lua que tá sempre lá
mesmo quando não tá
Ah, sabiá... A lua!
Ela beija devagar seu sono se me abraçar.
De repente até o dia.
De repente até arraiá!
Dança comigo?
Brinca de sertão serpente
Olha a cobra!
De noivinho, de casar!
Brincadeira inocente se desdobra
Olha a chuva, sabiá!
Brincadeira água com açúcar,
sem aguardente, sabiá!
Ah, sabiá...
Que que é que há?
Ai!
Que assobio!
Que arrepio!
Sabiá me cantou me ganhou
Que delícia despertar!
Assobia de(novo), sabiá?

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